Preocupação com saúde de Bolsonaro após queda na cela
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou publicamente sua preocupação com a saúde e a segurança do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele sofrer uma queda dentro da cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo Michelle, o episódio ocorreu em meio a um quadro de tonturas recorrentes, associadas aos efeitos de medicamentos utilizados pelo ex-presidente, o que elevou o nível de apreensão da família.
Em publicação nas redes sociais, Michelle relatou que tomou conhecimento da situação por meio do advogado responsável pela defesa. De acordo com ela, Bolsonaro apresenta perda de equilíbrio ao se levantar, condição que torna o risco de novas quedas uma possibilidade concreta. A ex-primeira-dama destacou que, mesmo diante desse cenário, a cela permanece trancada durante todo o tempo, o que, em sua avaliação, aumenta a vulnerabilidade física do ex-presidente.
A manifestação ganhou tom de alerta ao levantar questionamentos sobre as condições de custódia. Michelle afirmou que, anteriormente, quando a segurança do local era realizada por agentes da Polícia Federal, a porta do quarto permanecia aberta. No entanto, com a mudança no modelo de monitoramento, agora sob responsabilidade da Polícia Penal, o espaço passou a ficar fechado, inclusive nos momentos em que Bolsonaro se levanta ou se movimenta sozinho. Para ela, essa alteração representa um agravamento desnecessário do risco.
Ao abordar o tema, Michelle adotou um discurso direto e inclusivo, reforçando a dimensão humana da situação. Ela ressaltou que o temor não se limita a um episódio isolado, mas se estende à possibilidade de que uma nova queda aconteça sem que haja alguém por perto para prestar socorro imediato. Em suas palavras, o receio é que, em um ambiente fechado e sem vigilância constante, um acidente mais grave possa não ser prontamente percebido.
Outro ponto central levantado foi a responsabilidade institucional. Michelle afirmou que as autoridades competentes estão plenamente cientes do estado de saúde do ex-presidente e dos efeitos colaterais das medicações em uso. Ainda assim, segundo ela, as condições de custódia não teriam sido adaptadas para reduzir os riscos. Para a ex-primeira-dama, manter uma pessoa com histórico recente de queda, tonturas e perda de equilíbrio trancada por 24 horas em um quarto representa uma situação que exige revisão imediata.
Ao final de sua manifestação, Michelle reforçou que a integridade física de Jair Bolsonaro é uma obrigação do Estado, independentemente de posições políticas ou divergências ideológicas. Ela defendeu que o respeito à vida, à saúde e à dignidade deve prevalecer em qualquer circunstância, especialmente quando se trata de alguém sob custódia estatal. O apelo público, segundo ela, busca garantir condições mínimas de segurança e preservar a vida, afastando qualquer risco evitável decorrente das atuais condições de detenção.
Fonte: A tarde


